| Introdução - Parte 2: O alfabeto japonês |
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| Escrito por Edson Katana | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Introdução – Parte 2: O alfabeto japonês No início, o idioma japonês não possuía um alfabeto próprio. Desde a dinastia Han (séc. III a.C. e III d.C.), o japonês já tinha algum contato com caracteres ideográficos. Mas foi entre os séculos III a.C. e VI d.C. (entre os períodos Yayoi e Kofun), foi que houve a incorporação de caracteres chineses à escrita japonesa. O idioma japonês consiste de três sistemas de escrita: o KANJI , o HIRAGANA e o KATAKANA .
Ainda existe um quarto sistema, chamado ROMANJI, que se destina a transliterar os vocábulos japoneses para a escrita latina. O ROMANJI também é utilizado para fins de abreviaturas. Vamos estudar um pouco mais a fundo cada um desses três sistemas, começando pelo: Dentro do próprio sistema KANJI, existem duas formas de leituras diferentes: o ONDOKU e o KUNDOKU. Não se preocupe muito com isso agora. Isso serve mais por enquanto para ilustrar as peculiaridades do Kanji.
Kanji
"força" = 力,
lemos: CHIKARA É por esse motivo também, que existe um número bem maior de pronúncias (mais de 4000), do que o número de Kanjis para o uso cotidiano (o chamado Jouyou-kanji, que são 1945). Existem também alguns Kanjis que possuem somente a leitura KONDOKU. Estes foram criados totalmente no Japão. Agora veremos aquilo que eu considero, o motivo do idioma japonês ser tão charmoso! O Kanji pode ser divido basicamente em três classes: Os Kanjis Pictográficos:
São
abstrações feitas a partir de fenomênos do dia-a-adia ou da observação
de objetos. Realmente, se prestarmos bem atenção, alguns desses
kanjis nos lembram de forma bem rudimentar, representações de coisas. Os Kanjis ideográficos:
Como
o próprio nome diz, eles representam idéias e são completamente
abstratos, não possuindo nenhuma referência com conceitos ou objetos
aos quais representam. Exemplos: Os Kanjis Complexos:
São
chamados assim porque são formados de combinações de Kanjis, formando
um significado novo, ou de recriações nas quais uma parte do Kanji
oferece a leitura e a outra o significado. Veja que interessante: Este tipo de Kanji que combina leitura e significado, é o que corresponde a cerca de 90% dos Kanjis. Agora vamos passar para outro sistema...
O
Hiragana é resultante da evolução cursiva do KANJI. Cada caractere
representa uma silaba diferente. As silabas são agrupadas de acordo
com a sua semelhança fonética. Por exemplo, TA e DA, são bem semelhantes
foneticamente, por isso, essas sílabas compartilham do mesmo Hiragana
(た e だ, respectivamente)e
são diferenciadas por um sinal gráfico (parecido com um sinal de
aspas) no canto superior direito do caractere. Nem todas as sílabas
que existem no Português ou em outros idiomas, existe no Japonês.
Eis o porquê dos japoneses não conseguirem pronunciar certas palavras
estrangeiras. Eles têm que adaptar as sílabas não existentes por
sílabas que existam no alfabeto japonês e que soem parecidas. Mas
isto ocorre particularmente com o KATAKANA, que estudaremos mais
à frente.
Como
o Hiragana, o KATAKANA, também é totalmente silábico e possui o
mesmo agrupamento fonético citado anteriormente. Mas os caracteres
são diferentes, mais retos que os do Hiragana, que são mais curvos
e fluidos. O Katakana resulta de uma das partes componentes do KANJI.
Podemos notar que muitos dos caracteres do KATAKANA aparecem com
frequência como parte integrante de alguns KANJI.
Obs: As tabelas se lêem de cima para baixo e da esquerda para a direita.
Não sei se deu pra notar que faltam algumas sílabas nas tabelas acima, além de constar algumas estranhas como um N sozinho e um FU no meio do grupo da sílabas que começam com H (o chamado HA GYOU). Não há nada de errado com isso... O "N" mudo se pronuncia e é classificado como sílaba também. O "FU" no meio dos H, se deve porque ele se pronuncia como um "HU" e não como FU. Veja mais detalhes na Parte 1 da Introdução . Exatamente pela falta de sílabas mudas como em ABSTINÊNCIA ou mesmo em BRASIL, é complicado para os japoneses pronunciar tais palavras. Nestes casos se usam sílabas que soem de forma semelhante. Isto é convencionado e existe uma conversão certa para tais palavras estrangeiras. Por exemplo: a própria palavra BRASIL tem de ser escrita e pronunciada da seguinte forma: BRASIL = BURAJIRU (em Romanji) e ブラジル (em Katakana) e a famosa rede de lanchonetes Mc Donald's (perceba que complicado é essa palavra, cheia de sílabas mudas...), pronunciamos e escrevemos assim: MC DONALD'S = MAKI DONARUDO (em Romanji) e マキヅナルド (em Katakana) Veja na tabela de Katakana que cada caractere corresponde exatamente a uma sílaba. Dessa forma parece muito mais fácil do que você imaginava não é? Mas aí você me pergunta: mas como é que vou conseguir decorar tudo isso??? Bom, primeiro que não se decora, se aprende! E a melhor forma de aprender esses caracteres é escrevendo-os da forma correta. Segundo, é que não são tantos caracteres assim... O Hiragana e o Katakana, foram criados exatamente para servirem como formas simplificadas do sistema Kanji, este sim, enorme e muito complexo. Mas mesmo o Kanji, não chega a ser tão absurdo assim, já que existe o já citado conjunto de Kanjis de uso cotidiano (Jouyou-kanji), que é um conjunto fixo de caracteres que o governo japonês estabeleceu para que o cidadão comum não seja obrigado a saber TODOS as variações de kanjis existentes, coisa que é praticamente impossível para qualquer mortal... Esse conjunto de caracteres é de uso obrigatório para todos os meios de comunicação japoneses. Isso faz com que o idioma fique muito mais fácil de se aprender. Esta é a última parte da Introdução. Na próxima parte botaremos a "mão-na-massa" pra valer! Começaremos a aprender a escrever os primeiros grupos do HIRAGANA! Dessa forma se fixa muito melhor os caracteres, não precisando de "decoreba".
Vamos para a próxima? - Lição 1 - Hiragana - Parte 1 - A GYOU
FONTE: KOBUKO, Neida. Novo Curso Básico de Japonês 1. 4. ed. São Paulo: Aliança Cultural Brasil-Japão, 2000.
Muita gente me pede por email para traduzir nomes
para o japonês. Como na maioria das vezes eu fico sem tempo pra
responder a essas mensagens, elas acabam ficando, algumas vezes, sem
resposta. Então para resolver o problema, incluí no site um tradutor
automático de nomes para o KATAKANA (o alfabeto dos nomes em japonês).
O mecanismo não é 100% preciso, mas já é uma excelente ajuda pra quem
quer saber como fica seu nome escrito nesse charmoso alfabeto oriental.
Aproveitem!
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