| Entrevista com Isao Takahata |
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| Escrito por Edson Katana | ||||
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O sr. Isao Takahata, foi sem sombra de dúvida, a principal personalidade do festival Corbeil-Essonnes (França, 1992). Nosso encontro foi no mínimo surpreendente. De fato, acho que eu era o único que fiquei surpreendido... Eu encontrei com ele também no segundo dia, no jantar. Ele mostrou um interesse fora do comum por tudo que o cercava. Tal sensibilidade e curiosidade, me deixam sem saber se posso chamar isso realmente de entrevista. Me senti numa situação de confronto entre duas culturas que queriam saber mais uma da outra. (...) De uma hora para outra eu via ele trocando os papéis de entrevistador e entrevistado. Talvez a primeira coisa a fazer é descrevê-lo a vocês. Fisicamente, se parece como um homem de seus 50 anos, talvez até mais jovem, japonês, um pouco menor que a média. Ele gasta muito tempo fumando. Além disso, ele tem uma voz profunda, fala pouco e pensa silenciosamente durante um longo tempo antes de responder a uma pergunta (o que não o impede de perguntar para repetir uma questão, tão logo sua curiosidade é despertada). Isao Takahata é o fundador principal do Estúdio Ghibli, junto com seu amigo Hayao Miyazaki. Isao é o grande autor de Serohiki no Goshu (Goshu, o violoncelista), Hotaru no Haka (Túmulo dos Vagalumes) e Omohide Poro Poro (Lágrimas da Lembrança). Eu encontrei com este homem excepicional numa mesa, enquanto ele estava voltando do lugar de onde vem a famosa rosa de Versailles. Depois de uma breve apresentação, no qual eu conversei com ele a respeito do cenário Europeu, nós começamos a seguinte conversa: Sr. Takahata, eu admiro muito animação japonesa em geral. Assim eu gostaria de saber quais são seus animes favoritos, sem ser aqueles que você ou o Sr. Miyazaki produziram. Takahata: para dizer a verdade, eu realmente não tenho tempo de assistir aos animes de meus contemporâneos. O trabalho me mantém muito ocupado e me dá muito pouco tempo para fazer qualquer outra coisa. Por outro lado, eu gostaria de saber o que você responderia se estivesse em meu lugar. Eu admito que esta é uma questão delicada. Se eu tirasse o trabalho de estúdio Ghibli, eu ficaria com espetacular Honneamise no Tsubasa (as asas de Honneamise) produzido pela Gainax. Você conhece este trabalho? Takahata: sim, eu conheço. Já tive oportunidade de vê-lo.
Takahata: (pausa)... não, não realmente. Oh?! E por quê? Takahata: gostaria de ter um entendimento melhor do por que você admira tanto esse trabalho. Não é tão fácil para explicar. Talvez, seja um belo trabalho de ficção científica, produzido ler de uma maneira excepcional, com profundidade e personagens expressivos que experimentou o uma evolução é espetacular. Além do mais, e existe um mundo paralelo, criado uma maneira muito acurada, até mesmo em pequenos detalhes. É verdade que isso é muito diferente de seus próprios trabalhos. É por isso que você não gosta dele? Takahata: eu disse apenas o que é uma questão de gosto pessoal. Apesar de tudo, deve ter havido alguma anime que influenciou você. Quais levaram você a esse trabalho? Takahata: pretende dizer que eu estou muito feliz de estar na França porque é um país que eu realmente gosto. Minha carreira talvez começou graças à minha admiração por Paul Grimault. Essa é a razão do por que eu estar tão feliz de estar assistindo aos meus filmes aqui.
Takahata: eu realmente gosto dos primeiros - como Fantasia, Pinóquio e Branca de Neve. Mas minha própria sensibilidade, gradual e naturalmente me afastou dos filmes de longa-metragem da Disney. Então quais os trabalhos que mais o influenciaram? Takahata: bem, eu admiro bastante o canadense Frederick Back, e o russo Yuri Norstein. Então por que você não tenta usar técnicas de desenho similares (como um pedaços de papel cortado ou desenhos em pastel)? Takahata: é simplesmente uma questão de dinheiro. Suas técnicas são muito mais caras que as nossas, muito mais convencionais. Essa é a razão por que não usamos isso no Japão; os custos de produção poderiam ser altos. Você disse que gosta diz cinema europeu. Ele chegou a lhe e influenciar? Takahata: sim, está certo. Eu vi muitos filmes e especialmente franceses. Eles me ajudaram muito obter tal resultado em meus trabalhos. Entretanto, alguns dos seus filmes de longa-metragem, em particular no esplêndido Omohide Poro Poro, poderia ter sido feito como filmes com atores reais. Então você escolhe fazer esses animes para conduzir de expressões visuais, para exprimir emoções, sentimentos, aquilo que você nunca é capaz de alcançar com atores na cinematografia real.
Parabéns! Você realmente teve sucesso nele. Takahata: é possível. Eu tenho algo mais a dizer a você sobre o que inspirou, tanto contam outros animes produzidos no Japão. Mais para isso, eu preciso de alguns documentos. Então eu contarei a você sobre isso amanhã. Do realmente agradeço por isso. Sobre a produção, gostaria de saber exatamente quais seus respectivos papéis de você iniciou Miyazaki deixe que mel Europa existe uma tendência para confundir vocês dois e seus trabalhos e para dar crédito dos seus trabalhos ao seu colega. Takahata: ainda, existe uma notável diferença. Você não vê por causa que você não fala japonês. O seu trabalhou em algumas séries como Shoujo Alps no Heiji (Heidi, a garota dos Alpes) ou Lupin III, por exemplo?
Entendo.. Também gostaria de saber por que você repentinamente começou produzir filmes de longa-metragem. Takahata: simplesmente porque eu não poderia alcançar qualquer satisfação pessoal com um curta-metragem. Além do mais, hoje, para produzir um belo anime para a TV é impossível, desde que o orçamento para o dos episódios de TV não tem aumentado nos últimos dez anos, apesar do aumento do preço nos custos de produção. De quanto é o orçamento de um anime no Japão?
Takahata: depende muito. Entre 100 e 800 milhões de ienes (aproximadamente
entre 3 a 23 milhões de Reais respectivamente). (1)
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