| Trigun |
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| Escrito por Edson Katana | |
Ano: 1998
Autor: Nightow Yasuhiro
Design: Yoshimatsu Takahiro
Diretor: Nishimura Satoshi Música: Imahori Tsuneo Roteiro: Kuroda Yosuke Produção: Victor Entertainment, TV Tokyo, MADHOUSE Sinopse:
Porém, quando elas finalmente encontram o verdadeiro Vash - o tufão humano, o estampido, como costumam chamá-lo - elas vêem que ele não é tão perigoso assim. Aliás, sequer poderiam imaginar que um cara tão bobalhão e engraçado poderia ser aquele que diziam ter aniquilado várias cidades em questão de segundos... Porém o perigoso Vash somente se revela quando os bandidos mexem com pessoas inocentes. Aí ele se transforma no "tufão humano" que todos temem, desviando-se de balas como se estivesse dançando ou mesmo fazendo acrobacias espetaculares que ninguém imaginaria que ele seria capaz. No fundo, Vash é muito mais do que parece ser, tanto no seu lado hilário, que adora brincar com crianças, cantar mulheres bonitas e comer rosquinhas, quanto no seu lado mais sombrio, que realmente é capaz de fazer coisas muito além do limite humano. Comentário:
Para começar, o personagem de Vash foi muito bem construído. Ele possui uma dupla personalidade que deixa o enredo muito mais interessante. Ninguém imagina que um sujeito tão palhaço seja um cara tão mortífero. Vash faz graçinhas o tempo inteiro. Zomba da morte literalmente. E o pior, é que ele pode! Só o fato de ele desviar de tiros à queima-roupa já diz tudo. E ainda depois disso ele ainda é capaz de ficar ingenuamente amigo de quem lhe deu os tiros dizendo: tome cuidado com armas de fogo... hahaha O segundo ponto ganho por Trigun é o personagem do padre Nicholas D. Wolfwood que acaba se tornando tão principal quanto Vash. O padre é carismático e faz graçinhas igual ao Vash. Quando eles se encontram é um besteirol só! Porém o padreco é também muito mais do que aparenta. Sua enorme cruz que carrega sem o menor esforço e que dois homens comuns mal conseguem levantar juntos, guarda muito mais que o "perdão", que ele diz levar naquela cruz...
O quarto ponto vai para a história em si: no início trata de capítulos soltos que servem mais para realçar a personalidade de Vash e mostrar ao espectador em quais horas ele se transforma no "estampido" para depois poder aprofundar-se na história secreta que se esconde embaixo de seu sobretudo vermelho. História essa que é no mínimo surpreendente, revelando cada vez mais personagens que se tornam os antagonistas principais da história... Quem é o tal do Legato? Quem é a linda moça de cabelos pretos que permeia os sonhos de Vash? E porque ele é chamado de "Tufão Humano" e tem a cabeça a tão alto prêmio, sendo que ele não parece ser tão nocivo assim? Bem... Não conto mais pra não perder a graça.
Bem... Eu poderia ficar enumerando aqui diversos pontos extras em Trigun, mas vou deixar para que vocês tenham a curiosidade de assistí-lo. É um anime muito engraçado e que você só não ri do início ao fim porque tem umas partes de ação bem legais (em que o Vash não deixa de fazer suas graçinhas). Acho que o único defeito de Trigun é o final. Não por ser um final ruim, mas porque é tão legal que a gente quer ver mais! Dá até uma dó de saber que é o último capítulo! Eu mesmo corri pra achar os mangás (Trigun e Trigun Maximum) só pra ver se rolava mais alguma coisa além do anime.
Bom... não tenho muito mais o que dizer, apenas que eu recomendo muito para quem não liga para as peripécias sobre-humanas encapsuladas em um humano aparentemente comum. Afinal acho que o legal do desenho japonês de "heróis" é exatamente isso: ver que por mais sobre humanos que possam ser, eles são tão humanos quanto eu e você.
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