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Ano: 2000
Direção: Yoshiaki Iwazaki
Roteiro Original: Ken Akamatsu
Design Personagens: Makoto Uno
Música: Kouichi Korenaga
Produção: XEBEC / TV Tokyo / Yomiuri Advertising
Sinopse:
Urashima
Keitaro, fez uma promessa a uma menina quando eles tinham
apenas 5 anos: quando eles crescessem eles iam entrar na Todai
(Abreviatura japonesa para Universidade de Tóquio)
e se encontrarem lá. Ela se mudou, e o tempo passou...
Keitaro, agora com 20 anos, quer desesperadamente entrar na
Todai para reencontrar o grande amor de sua infância.
O
problema é que ele não consegue ser admitido
na Todai, então ele se vê obrigado a sair de
casa e arrumar um emprego para se sustentar. A vó Hina,
chama Keitaro para se tornar o kanrinin (espécie de
zelador) da Hinata Sou (Pensão Hinata), mas ele nem
desconfia que a pensão é só de mulheres,
e que sua presença lá torna as coisas um tanto
embaraçosas... Ainda por cima, uma das moradoras, Naru
Narusegawa, que a princípio é totalmente contra
a permanência de Keitaro na pensão, desperta
nele, lembranças de sua infância...
Não
precisa nem dizer, a confusão que vai rolar...
Comentário:
Love
Hina, é um anime relativamente recente e que está
aos poucos conquistando um fiel público aqui no Brasil.
No Japão é febre desde o ano 2000, tanto que lá
o mangá, que deu origem à série de TV, deu
origem a mais dois especiais: Love Hina - Xmas Special (Especial
de Natal) e Love Hina - Spring Special (Especial de Primavera),
o jogo de RPG para Dreamcast, Love Hina - Smile Again e a continuação
da série de TV (que pára exatamente no volume 8
do mangá), o OVA Love
Hina Again, que finaliza a série, isso pra
não falar da enxurrada de material promocional, como bonecos,
stands, calendários e posters. Tudo isto num prazo de pouco
mais de um ano!! Para um mangá novo é uma façanha
e tanto! O estilo simples e charmoso do traço de Ken Akamatsu,
juntamente com as personalidades bem delineadas dos personagens,
foram sem sombra de dúvida um dos motivos do estrondoso
sucesso.
Uma
excelente comédia, com pitadas de romantismo. Faz rir do
começo ao fim! Lembra inicialmente, Aa! Megami Sama! principalmente
pelo estilo de desenho da Naru, mas é só. Naru é
quase o completo inverso da Belldandy! Explosiva, gênio
forte, ciumenta, mas muito inteligente e quando não provocada
(coisa em que Keitaro é mestre!) é um doce de pessoa!
Love Hina, possui um ritmo bastante frenético, que deixa
o espectador ligado o tempo inteiro! Os breves momentos românticos,
são sempre seguidos por reviravoltas inesperadas, sempre
com muito bom humor! Capaz de agradar até quem não
gosta de anime!!
Como
em todo bom gênero "shonen" (nem sei se posso
considerar Love Hina como "shonen" = para garotos. Acho
que está mais para "seinen" = para rapazes),
há várias passagens picantes. Keitaro, desde o primeiro
capítulo, já leva o estigma de tarado e pevertido!
Mesmo sem querer, ele acaba criando situações embaraçosas,
por entrar sem perceber no banho das meninas, por exemplo... e,
é lógico que elas se aproveitam da situação
pra espancá-lo. Coisa que acaba dando a ele o título
de "imortal", já que ele apanha o tempo inteiro
da Naru! hehehe... só de lembrar já faz rir!...
O
desenho é muito bem acabado, e mesmo sendo uma série
de TV que normalmente fica com o traço um pouco mais descuidado
devido ao curtíssimo tempo de entrega, Love Hina consegue
ser facilmente confundido com um OVA devido à alta qualidade
da animação e da arte-final. Ken Akamatsu, neste
ponto gosta de ser bem detalhista, ao ponto de fazer uma planta
completa da Pensão Hinata, com todos os quartos e passagens
secretas devidamente especificados! Se a série de Tv ficou
assim, quero ver o OVA então... A história também não fica
atrás. As situações se desenvolvem sempre
empurrando a trama para frente. Cada episódio de Love Hina
revela uma surpresa diferente. O curioso é notar que Love
Hina é um dos animes que mais passa por um fenômeno
comum em animes e no drama japonês, em que a indentificação
do público com os personagens é tão grande,
que as pessoas são levadas a acreditar que aquelas situações
são reais. Os japoneses geralmente não costumam
misturar tanto a realidade com ficção, por causa
de um efeito muito usado, chamado "distância estética".
A distância estética, nada mais é do que lembrar
sempre o espectador que aquilo que ele está lendo ou assistindo,
não é real. Ken Akamatsu, percebeu esta forte indentificação
ainda nos primeiros volumes do mangá (que são 14),
quando começou a receber inúmeras cartas de fãs
que diziam ter encontrado o objetivo da vida delas com ajuda de
Love Hina... elas queriam entrar pra Todai a todo custo! A título
de comparação, imagine uma multidão de pessoas,
achando que o objetivo da vida delas é agora entrar pra
uma Unicamp ou uma USP? Por este exato motivo, nota-se claramente
no mangá, notas ao lado da página alertando que
os personagens ou fatos do mangá não são
reais. Nota-se claramente também, tanto no mangá
quanto no anime, que a partir de um certo momento, a história
começa a "sofrer" diversos fatos inusitados e
irreais: tartarugas gigantes, mechs, espíritos e outras
anormalidades em que Ken Akamatsu procura dizer ao público:
"Ei! Isto é um desenho animado, não é
real! E eu como autor posso me aproveitar disso para colocar tais
situações irreais, coisa que não poderia
fazer num filme!". Muita gente não se acostuma com
isso porque o ocidente (diga-se: Cinema Americano), tenta a todo
custo, exatamente o contrário: convecer o espectador que
aqueles absurdos cinematográficos e atos sobre-humanos
são reais e possíveis. E como o cinema americano
exerce forte influência (eu diria até: forte "lavagem
cerebral") em nós, o "resto" do mundo, é
claro que um paradigma que bata tão de frente assim, cause
estranhamento aos mais incautos.
As
vozes dos seiyuus (dubladores), foi escolhida a dedo e foi uma
escolha muito bem acertada na minha opinião... Os destaques
são as vozes da Haruka Urashima (Megumi
Hayashibara), que é considerada a "voz"
da década de 90 e a voz da Naru Narusegawa (Yue Horie),
que está sendo apontada atualmente pela crítica
especializada como a sucessora de Megumi. A trilha sonora não
é feita por nenhuma Yokko Kanno da vida, mas as passagens
orquestradas conseguem extrair o clima perfeito para todas as
situações.
Até
agora, não vi ninguém que tenha visto o mangá
ou o anime e que tenha desagradado! Na minha opinião, é
uma das melhores comédias românticas de todos os
tempos (minto... pra mim é a melhor)! Pra quem gosta do
gênero "shonen", é sem dúvida, apaixonante!
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